wladimir miranda
 

 
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Sábado, Novembro 07, 2009
 
O processo eleitoral do Santos está fervendo.
No Pacaembu, houve até ameaças, entre adeptos da situação e oposição.
Penso que as gestões de Marcelo Teixeira tiveram erros e acertos.
Mais erros do que acertos, diria.
Conheço muito pouco da oposição, comandada por Luís Álvaro.
Dá mostras de que tem projetos profissionais para o clube.
E aí a minha tendência é querer mudanças.
Marcelo Teixeira é amador demais.
É um amador cercado por amadores.
Um amador, cercado por amadores e bajulado por uma imprensa composta, em sua maioria, por péssimos profissionais.
Está na hora de mudar.
Luxemburgo é bom técnico, em péssima fase, mas bom técnico.
O problema dele são os seus inúmeros interesses dentro e fora do futebol.
No Santos, faz o que quer, faz e desfaz.
Tem carta branca de Marcelo Teixeira, que deixa tudo por conta dele.
E então ele deita e rola. O que é ruim para o clube.
As contratações de Luxa são contestáveis.
Emerson, Edu Dracena, que ainda não jogou, e Jean foram negócios discutíveis.
Luxa faz tudo isto, porque é o todo-poderoso no clube.
E é por tudo isto, por não concordar com este tipo de gestão no futebol, que sou favorável à alternância de poder.
Teixeira ficou muito tempo, precisa sair.
O clube precisa de uma nova gestão, mais profissional.
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Segunda-feira, Novembro 02, 2009
 
Luxa disse que o Santos ocupa o lugar que merece no campeonato.
A declaração provoca duas discussões.
Primeira, Luxemburgo tem participação na campanha medíocre.
Pelo tempo que está na Vila, era para o Santos estar melhor.
O time do Santos não é bom, mas não é o pior.
Era para estar numa situação mais confortável.
Se estivesse no Timão, Verdão ou Tricolor, Luxa falaria o que falou?
Não falaria.
No Santos ele fala o que quer, faz o que quer.
Tem o aval do presidente, que é incompetente.
Marcelo Teixeira entrega tudo para Luxemburgo.
No Santos, Luxa é o senhor de tudo, o todo-poderoso,
Não é cobrado, faz e desfaz.
Contratou o gordo Emerson, mandou Brum e Domingos embora.
Não que Brum e Domingos sejam grandes jogadores.
Mas o que se discute a maneira como foram mandados embora.
No Corinthians, Palmeiras e São Paulo a pressão da mídia é grande.
Se falasse ou fizesse nos grandes da Capital o que fala e faz no Santos, seria execrado.
No Santos tudo pode, é um clube sem comando.
Sem comando e sem mídia.
Lá, Luxa é um técnico badalado, glorificado, enaltecido.
Aqui, é tido, com razão, como um técnico em queda livre.
É assim.
Além disso, Luxa ainda se dá ao luxo de de fazer campanha para Teixeira.
Clube pequeno, mentalidade pequena, presidente ditador.
Tudo isso somado a um técnico em decadência só podem resultar numa campanha vergonhosa.

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Sexta-feira, Outubro 23, 2009
 
Pelé faz 69 anos nesta sexta-feira, 23 de outubro.
Parou de jogar em 77, no Cosmos.
Portanto, há 32 anos.
E é reverenciado todos os dias.
O que fala vira notícia, para o bem, para o mal.
Ele sabe que causa impacto. Por isto, fala.
Muitas vezes deveria ficar calado. Ou não?
Eu vi Pelé jogar, ao vivo, no estádio.
A primeira vez foi nos 7 a 4 contra o Corinthians.
Meu irmão me levou ao estádio. Queria que eu fosse corintiano.
Saí santista. Melhor, Pelezista.
Eu vi Pelé jogar.
Nunca mais vi outro igual.
O auge dele foi de 58 a 65, 66.
Neste período, dava arrancadas incontroláveis em direção ao gol.
Era implacável.
Quem viu Pelé só na Copa de 70 não viu Pelé.
O Pelé do tri do México era um jogador em final de carreira.
Ainda assim foi um colosso, pois não?
Pois então o imagine no auge, dando arrancadas...
Driblando, chutando, cabeceando, infernizando os adversários.
Não dava dribles laterais.
Fazia gols lindos, bonitos, feios, de pé esquerdo, de pé direito...
Tinha fome de vitórias. Orientava os companheiros, exigia luta, garra.
Assim foi Pelé. Parabéns, Rei.
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Segunda-feira, Outubro 19, 2009
 
Qual o melhor time do momento no futebol brasileiro?
O Flamengo, respondo.
Se a direção não atrapalhar, o que é comum na Gávea, o Mengo chega,
Andrade estruturou o time, deu consistência a sua defesa.
E tem Petkovic e Adriano.
Mesmo quando não marca, o Imperador assusta, impõe respeito.
E Pet é o único jogador em atividade no Brasil capaz de desequilibrar.
Diego Souza? Não vejo nele condições de assumir responsabilidades.
Fracassa quando dele se espera muito.
E entre ele e Pet, fico com o meia do Flamengo.
Diego Souza pode até decidir um jogo na bola parada.
Pet decide na bola parada e, como contra o Palmeiras, na individualidade.
Tem mais leveza, é mais criativo do que o palmeirense.
E entre Adriano e Vagner Love, fico com o Imperador.
Mais contundente, os zagueiros o respeitam mais do que respeitam Love.
Aposto no Mengo.
Cresceu na hora certa.
Evoluiu quando Palmeiras, São Paulo, Inter e Galo só derrapam.
A bola está com os cartolas flamenguistas.
Se não atrapalharem, o Mengo leva.
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Sábado, Outubro 17, 2009
 
Vem aí um novo Ronaldo. Disposto a fazer mais um sacrifício em sua carreira _ repleta de viradas e desafios _, o Fenômeno planeja dar mais uma demonstração de que não se abate diante dos obstáculos. No ano do centenário do Corinthians, Ronaldo quer dar ao clube o presente mais esperado por sua massa de fiéis torcedores: a conquista da Copa Libertadores da América.
Mesmo gordo e sem mobilidade, Ronaldo encantou os corintianos em 2009. Dono de qualidade técnica bem acima dos mortais que povoam os gramados do Brasil, o atacante fez até gol de arrancada, como nos velhos tempos, dando à Fiel Torcida a certeza que, se bem preparado fisicamente, o Ronaldo ainda tem muito a oferecer. Um plano de trabalho para que Ronaldo perca peso e ganhe velocidade está sendo colocado em prática no Timão.
Quem conta ao blog como Ronaldo se prepara para aquela que pode ser sua última cartada no futebol profissional é Joaquim Grava. O médico do Corinthians foi o maior responsável pela contratação de Ronaldo pelo Corinthians.
Wladimir Miranda _ A torcida do Corinthians está satisfeita com o Ronaldo, mas quer mais e pergunta: o que pode ser feito para que o Ronaldo melhore a sua condição física?
Joaquim Grava _ O Ronaldo já tem 33 anos de idade. Voltar a ser o que ele era antes, claro que ele não vai voltar a ser. Existe um envelhecimento natural. Mas o Ronaldo é inteligentíssimo, um excelente profissional, que gosta de trabalhar. O que ocorre é que o Ronaldo ficou mais de uma ano parado e retornou agora. Nós estamos no meio de uma etapa. A tendência agora é ele emagrecer um pouco, ganhar mais velocidade. E eu acredito que com a pré-temporada que vamos fazer em janeiro o Ronaldo vai chegar no ponto ideal. E tenho certeza que ele vai mostrar uma nova condição no Campeonato Paulista, na Libertadores da América, tenho convicção, na Copa de 2010.
Pergunta _ Você teve participação importante na contratação do Ronaldo. Você avalizou a contratação dele. E ele confia muito em você. Nas suas conversas o que ele fala? Qual o objetivo dele? Ganhar a Libertadores da América é importante para ele, que já ganhou tudo na carreira?

Resposta _ Ele planeja ser campeão da Libertadores da América pelo Corinthians. Ele tem isto como ideal. Ele também tem como ideal disputar a Copa do Mundo de 2010. Ele já me disse isto. E eu sei que ele quer isto. O Ronaldo não precisa passar pelo que ele está passando. O dia que eu vi o Ronaldo entrar no CT do Corinthians no Parque Ecológico, que é uma vergonha, um clube como o Corinthians não podia ter um CT tão ruim aquele, pois bem, o dia que eu vi o Ronaldo se trocar numa casinha de lata do Parque Ecológico, um lugar horrível, que muitos clubes de várzea têm melhor, eu percebi que ele ainda almeja muita coisa em sua carreira. Quando vi aquilo, pensei: ele quer voltar a ser o que já foi. E digo isto com convicção. Qualquer outro jogador badalado não faz o que o Ronaldo está fazendo para jogar futebol. Ele já ganhou todo que tinha de ganhar. Mesmo assim, vai ao ecológico e se troca num lugar que não tem não dá nem para enfaixar a perna, um lugar vergonhoso, que estamos tentando melhorar. O Ronaldo tem uma coisa que é muito importante no ser humano, que é humildade. Como acreditei no retorno dele, acredito também que vai brilhar ainda mais em 2010.
Pergunta _ O Ronaldo tem ideia do que ele representa e que se disputar mais uma copa do mundo e vencer pode se equiparar ao Pelé em termos de importância para o futebol mundial?
Resposta _ O Ronaldo não tem este tipo de ambição. O Ronaldo foi três vezes eleito o melhor do mundo porque gosta de futebol. É impressioante como ele gosta de jogar futebol.
Pergunta _ O Ronaldo come muito?
Resposta _ Ele come bastante. Os jogadores de futebol comem muito e o Ronaldo também.
Pergunta _ Como é o relacionamento dele com os jogadores do Corinthians?
Resposta _ Ele tem facilidade em fazer amizada não só com os jogadores, mas com todos. Onde ele chega é um tsunami. Para você ter uma ideia, quando ele veio para o Corinthians, foi morar num hotel perto do meu consultório. Como não gostava da comida do hotel, passou a comer num restaurante pequeno que servia cômoda por quilo e self service. Então ele ia a pé do hotel ao restaurante e dava autógrafo para todo mundo. Chegava lá, o dono fazia a refeição dele. Ele comia e voltava caminhando para o hotel. Ele não noção do que ele representa para o futebol mundial. Por isto que ele conquistou várias coisas na vida. Ele é adorado por todos os torcedores, não só os do Corinthians. Ele é parado por palmeirenses, são-paulinos, santistas e lusos.
Pergunta _ Quem está neste plano para colocá-lo em melhores condições físicas.
Resposta _ Todo o departamento físico do Corinthians.
Pergunta _ Se depender do Ronaldo, a Libertadores da América é do Corinthians?
Resposta _ Se depende dele o Corinthians será campeão. Os zagueiros têm medo dele. E é a primeira vez que o Corinthians terá um jogador como ele para disputar a Libertadores da América. Antes, teve o Neto, Marcelinho Carioca e o Edmundo. Mas o Ronaldo é diferente e vai dar este título inédito ao Corinthians.

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Quinta-feira, Outubro 15, 2009
 
A Argentina está na Copa de 2010.
Enfim, as gozações de grande parte da mídia brasileira devem acabar.
Ou não? Eu, sinceramente, desaprovei a atitude.
A Globo, então tem um comportamento ridículo.
O rapaz do Globo Esporte, o tal de Tiago, chega a ser irritante .
Dono de vocabulário curto, ele exagera nas brincadeiras sem graça.
A imprensa esportiva séria da Argentina respeita o Brasil.
Sempre respeitou.
O povo argentino adora o futebol brasileiro.
Quem já esteve lá constatou isto.
As brincadeiras de mau gosto ficam por conta do Olé.
É o estilo do jornal, que nem tanto crédito assim lá.
E aí os engraçadinhos daqui partem para a galhofa.
Zombaram dos argentinos e eles estão na África do Sul.
Como nós. E qual a importância de entrar em primeiro ou em quarto?
Eles não mostraram grande futebol.
E nós, estamos mostrando futebol de encher os olhos?
Jogamos bem fora de casa, quando os rivais nos apertam.
E abrem espaços para os contra-ataques.
Em casa, temos enormes dificuldades.
Foi assim contra Argentina, Colômbia, Bolívia, Venezuela.
Não vejo tanta diferença assim no futebol jogador por Brasil e Argentina.
No momento estamos bem parelhos.
A diferença é o Dunga, que tem consciência de nossas limitações.
E não é o caso de Maradona, um sonhador dentro e fora
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Terça-feira, Outubro 06, 2009
 
Luxemburgo recusou proposta do Internacional.

Preferiu ficar no Santos.

Claro, quer ajudar Marcelo Teixeira se reeleger.

Será que ajuda, ou atrapalha?

Penso que, hoje, mais atrapalha do que ajuda.

Teixeira se afastou dos negócios da família.

Fora da Unisanta, fez a sua própria fortuna.

Não vai querer largar o trono.

Cabe aos torcedores-sócios do Santos tirá-lo do poder.
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Terça-feira, Setembro 29, 2009
 
O ano terminou para Ronaldo.
Foi para a Espanha, retorna sexta-feira.
Se entrar para jogar no final de semana, estará sem condições físicas.
Nenhuma novidade.
Ronaldo passeia no Corinthians.
É um fenômeno, muito acima da média no futebol de hoje.
Não está preocupado com a sua condição física.
Está milionário, não precisa mais do futebol.
Ganha muito no Corinthians, coloca o clube na vitrine mundial.
Leva boa vida, come o que quer, fuma, bebe bebida alcoólica.
Tem um dragão dentro dele.
Come muito, principalmente baboseiras.
Engole frituras, seca uma, duas garrafas de vinho.
Suas noitadas são regadas a muito vinho e cigarros, muitos.
O Corinthians não o cobra.
Não pode cobrá-lo.
Ronaldo não é empregado do Corinthians.
Ronaldo é sócio do Corinthians.
São coisas distintas.
E fica a pergunta.
Ronaldo, assim, do jeito que está, será uma grande arma na Libertadores?
A conferir.

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Sábado, Setembro 19, 2009
 
Que Maradona tem fixação pelo Pelé eu já sabia.
Não perde uma chance de falar do Rei, vira e mexe o ataca.
Sempre foi assim.
Antes, dizia que era fã de Pelé.
Depois, sem mais nem menos, começaram os ataques.
Na época, dizia que era porque Pelé era amigo dos poderosos.
Depois, passou a duvidar se Pelé foi mesmo o melhor do mundo.
Para passar a dizer que foi melhor do que o Rei foi um pequeno passo.
Sempre foi assim, assim será sempre. Enquanto Maradona viver.
Agora, que Pelé tem fixação por Maradona eu não sabia.
Mas não é que tem, tem mesmo.
Aos fatos.
Pelé foi ao adeus de Maradona.
Levou a maior vaia de sua vida na Bombonera lotada.
Não tinha que ter ido. Foi aconselhado pelos amigos a não ir.
Foi. Quando seu nome foi anunciado, a Bombonera quase veio abaixo.
Foi xingado, humilhado, saiu de Buenos Aires com os ouvidos doendo.
Nem a torcida do Corinthians o vaiou tanto.
E olha que a Fiel o vaiava sempre.
Pelé não ficou satisfeito com a prova de rejeição explícita.
Foi ao programa que Maradona apresentava num canal argentino.
Foi ironizado, mas riu, contou piada, fez até uma música para Maradona.
Maradona não parou de criticá-lo.
Recentemente disse que Pelé adora ser o segundo.
Pelé disse que não se deve levar em consideração o que Maradona diz.
Foi uma bela resposta.
Cheguei a pensar que, finalmente, Pelé iria ignorar o baixinho.
Errei.
Na Espanha, Pelé voltou a falar de Maradona.
Disse que o único gol de cabeça que Maradona fez foi com a mão.
Não é verdade. Maradona fez mais gols de cabeça além daquele.
Deve ter feito mais uns três ou quatro, sei lá.
Mas teria sido melhor Pelé dizer que Maradona é o que é.
Um sujeito que não merece o menor crédito.
Trata-se de um sujeito derrotado em sua vida pessoal.
Portanto, Pelé, pare de falar de Maradona.
Pois, caso contrário, vou pensar que você tem uma estranha fixação.
Fixação por Diego Armando Maradona.
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Quinta-feira, Setembro 03, 2009
 
Renê Simões se comprometeu a ir depor no STJD a favor da Portuguesa.

Renê disse que saiu da Lusa indignado.

Ficou estarrecido ao ver seguranças armados dentro do vestiário.

Eram seguranças de dois conselheiros.

Foram tirar satisfações por casa da derrota da Lusa para o Vila Nova.

Terça-feira à noite, Renê confirmou a indignação.

Disse ao Sportv que era um absurdo o que os jogadores tinham falado.

César Prates disse que não houve nada do que Renê falou.

Prates garantiu que aquilo tudo era normal.

Tudo exagero de Renê.

Agora a Portuguesa avisa que Renê será aliado do clube no STJD.

O que fez Renê mudar de opinião?

Medo de fechar as portas do Canindé para o seu trabalho?

Medo de não receber o que a Lusa deve para ele?

Só Renê pode responder.

Mas que foi uma mudança radical, isso foi.
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Luxemburgo errou no clássico do Pacaembu.

Era Robson que deveria sair e não Madson.

Mesmo não fazendo grande partida, Madson dá mais consistência ao time.

Madson movimenta-se mais, procura mais o jogo, marca mais.

Tem mais velocidade para fazer jogadas pelas pontas.

Robson é um jogador que não se completa.

Treina bem, joga mal. Pode melhorar, é novo ainda.

Mas por enquanto é pior do que Rodrigo Tabata.

Neymar deveria ter entrado no lugar de Robson.

Melhor, deveria ter começado o jogo, no lugar de Robson.

Neymar é bom jogador, tem habilidade, tem futuro.

Mas, por ser franzino, não mete medo nos adeversários.

Madson exige marcação especial. Neymar, não.
Luxemburgo, errou.

Talvez por não reconhecer em Madson o valor que o baixinho tem.



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Segunda-feira, Agosto 31, 2009
 
Predominaram as defesas no clássico do Morumbi.

Nenhuma surpresa.

Muricy Ramalho é um técnico realista, como Carlos Bianchi bem o definiu.

Muricy sabe que o nível do futebol brasileiro despencou nos últimos anos.

Assim, monta esquemas precavidos.

Quem pode definir jogos no time do Palmeiras?

Diego Tardelli, talvez.

Bem marcado, como no domingo, desaparece.

E quem decide jogos no São Paulo?

Dagoberto? Jorge Vágner?

Nenhum dos dois.

Então, foi o que se viu.

Clássico de poucas chances, jogo truncado.

Muita badalação para nada.

O Santos jogou para o gasto.

Chegou a levar sufoco do fraco time do Fluminense.

A missão de lutar por uma vaga na Libertadores será dura.


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Sábado, Agosto 29, 2009
 
Atitude elogiável teve o técnico Renê Simões ao pedir demissão da Portuguesa.

Fosse outro o treinador, talvez nem revelasse para a imprensa os fatos absurdos que ocorreram no vestiário.


Alguém duvida que o fato já tenha ocorrido outras vezes na Portuguesa?

Eu não duvido.


A diferença é que agora Renê Simões teve peito e dignidade para tornar pública a selvageria.

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Quinta-feira, Agosto 27, 2009
 
Santos e Inter fizeram um grande espetáculo.

Seis gols, oportunidades criadas e perdidas.

O Santos teve mais ímpeto, mais vontade de chegar ao gol adversário.


Mas ainda é um time em formação.

Por isso, deixou o Inter empatar e virar depois de fazer 2 a 0.

Luxemburgo reclamou da arbitragem.

Exagero.

Não houve interferência da arbitragem.

Luxa reclamou para desviar o foco, como sempre faz.

O elenco do Santos é fraco, o time é apenas razoável.

Assim, a vaga para a Libertadores só virá por um milagre.

E nem é porque os adversários são fortes.

O problema é o Santos.

O elenco fraco é resultado de uma gestão amadora de Marcelo Teixeira.

O Tricolor tem mehor elenco, é mais equilibrado.

Deve vencer o clássico de domingo.

O Corinthians ainda vai incomodar neste Brasileiro.




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Sexta-feira, Agosto 21, 2009
 
O carioca Ricardo Gomes Raimundo, 44 anos, termina a entrevista coletiva com os jornalistas no CT do São Paulo na manhã desta sexta-feira. Calmo, centrado, em nenhum momento deu sinais de aborrecimento. Respondeu a cada pergunta olhando nos olhos do repórter. Não deu respostas contundentes. Foi uma entrevista coletiva tranquila. No melhor estilo de Ricardo Gomes, o técnico que começa a fazer a torcida são-paulina sonhar com o quarto título seguido do Campeonato Brasileiro.
Na entrevista, não houve polêmica. E muito menos as costumeiras discussões dos tempos em que o técnico do Tricolor era Muricy Ramalho, hoje no Palmeiras.
O cidadão Ricardo Gomes Raimundo é assim. Calmo, adepto do diálogo. Assim é também o técnico Ricardo Gomes. Com longa carreira como jogador na Europa, Ricardo Gomes começou como tecnico no Paris Saint Germain, em 1996. Iniciava ali a trajetória numa equipe que tinha Raí e Leonardo, amigos e destaques do time parisiense. Depois, dirigiu o Vitória, Sport Recife, outra vez o Vitória, Guarani, Coritiba, Juventude, Fluminense, Flamengo, Bordeaux e Mônaco, da França.
“Foram 14 anos no futebol europeu. Na primeira passagem foram oito anos como jogador e dois como técnico. Na segunda passagem foram quatro anos como técnico”, diz ele, medindo as palavras. Os títulos, como técnico, não foram muitos, mas aconteceram. Pelo PSG, foi vice-campeão da Copa da Uefa, campeão da Copa da França e da Liga Francesa. No Brasil, foi campeão da Copa do Nordeste e campeão baiano, pelo Vitória.
No São Paulo, seus métodos começam a ser elogiados. Sob o seu comando, o Tricolor mantém uma invencibilidade de 10 jogos no Campeonato Brasileiro. E a ascensão do time começa a provocar o medo dos adversários. Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras, em suas declarações, dá sinais de que teme a evolução do seu mais ilustre vizinho de Cts da Av. Marques de São Vicente.
“Acho que o que o Belluzzo quis fazer foi motivar seus jogadores e torcedores. É uma guerra psicológica Normal. Acho esta rivalidade saudável no futebol”, diz Ricardo, referindo-se ao fato de Belluzzo ter dito que a reação do São Paulo no campeonato não o preocupa e que assim como o Jason ressuscitou, pode ser morto. Jason é o personagem em quem a torcida são-paulina se inspirou lembrar a evolução que o Tricolor vem mostrando no Campeonato Brasileiro.
É muito difícil, diria impossível, arrancar uma declaração polêmica da boca de Ricardo Gomes. Antes de responder, ele pensa muito. Diz que é um técnico de diálogo. “Gosto de conversar com os jogadores, de preferência em particular. E aqui no São Paulo eu senti que havia espaço para isto. Às vezes o grupo não está disponível para as conversas. É como faço com meus filhos. Identifiquei que poderia conversar com os jogadores do São Paulo e o trabalho fluiu. No São Paulo encontrei um grupo aberto ao diálogo”, lembra.

“Não, nunca fiz análise. Nunca precisei”, avisa.

Mas lembra que quando constata problemas em algum jogador que necessita da intervenção de um profissional de psicologia, não se contrange. “Sem problemas. Tenho alguns conhecimentos de psicoloogia, mas não sou um especialista na área. Quando é necessário, chamo um psicólogo”, diz ele, avisando que o São Paulo dispõe de bons profissionais nesta área. No comando do São Paulo desde o final de junho, Ricardo Gomes avisa que ainda não sabe o que fez o time evoluir a ponto de chegar ás primeiras colocações no Campeonato Brasileiro e começar a ser apontado como um dos favoritos ao título.
Quando chegou, jogadores como Jorge Vagner, Dagoberto, Washington e Borges e principalmente Hernanes atravessavam péssima fase técnica. Hernanes, o grande destaque do time ano passado estava tão mal, que foi para o banco de reservas nos últimos meses da gestão de Muricy. Hoje, estes jogadores subiram de produção. Em consequencia, o Tricolor começou a ganhar jogos e a assustar os concorrentes. “Sinceramente, não sei o que veio primeiro. Não sei se eles subiram de produção por causa da nova maneira de jogar do time. Ou se o time subiu de produção porque eles passaram a jogar bem. Ainda não consegui detectar. Não sei quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha”, afirma, na única vez em que abriu um sorriso durante a entrevista com este blogueiro.
Ricardo Gomes admite que encontrou um elenco emocionalmente abaixado. “O time tinha planos de ganhar a Libertadores da América e foi eliminado. Pagou um preço alto pela eliminação. Tinha que recuperar o moral dos jogadores. Logo no início eu percebi que a recuperação iria acontecer. E aconteceu”, constata.
Sem muito entusiasmo, como é de seu feitio, Ricardo Gomes garante que a torcida do São Paulo pode começar a sonhar. “A torcida do São Paulo pode ter certeza de que o trabalho sério vai continuar. E vamos continuar somando pontos para que o sonho de ser tetracampeão brasileiro se torne realidade”, discursa, sem demonstrar euforia, mas convicto de que está no rumo certo.

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